Guinness || A de todos nós
A Guinness, a velha stout (hoje com «formatos» extra-stout, draught e foreign stout – sensivelmente os mesmos, aliás) faz parte da nossa mitologia, mal suspeitava Arthur Guinness, o seu criador, nascido em 1725 no county Kildare, um condado de grandes e nobres tradições alcoólicas (ah, mais acima fica o de Aintrim, onde nasceu o Bushmills), e que em 1759 tomou a seu cargo uma pequena cervejaria em St. James, Dublin. A história é simples desde que, dez anos depois, em 1769, saíram de Dublin os primeiros dez barris de cerveja de exportação, destinados a Inglaterra. Não era a stout como nós a conhecemos hoje, que Arthur fabricava, mas uma ale apaladada e forte. Só na década de oitenta (do século XVIII) deixou de se fabricar essa ale em St. James Street, dedicando-se a partir daí, exclusivamente, a uma porter escura, queimada e densa, a base da actual Guinness, lançada em 1961, de aroma ligeiramente tingido de café, sabor amargo e com uma doçura romântica proporcional à suavidade da sua espuma. A Guinness é uma stout que se pode beber em qualquer circunstâncias, ao contrário de outras do mesmo género mas substancialmente mais caramelizadas. Tem um índice de frescura acentuado no seu final de boca e temperamentalmente, é seca. Podendo, o melhor é beber a irlandesa, de origem: com várias qualidades de malte, sim, cevada, e sem açucares. Em lata, de 0,5 l, há uma série pasteurizada que se pode obter com o dióxido de carbono suficiente para conseguir o aspecto draught. À pressão é muito boa – em meu entender, depois de jantar.+ MARCA: Guinness
Origem: Irlanda
Álcool: 4,1%
Avaliação: ***

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