15 abril, 2006

Palma Cristal || Palmeiras bravas

Não exageremos, mas Cuba continua a ser um destino de férias de muitos portugueses. Fui lá quando vi aquele filme com o Robert Redford e comprei charutos, livros usados e uma passagem para o México. Na altura, a cerveja que bebi era Hatuey. Não tenho grandes recordações dela, mas lembro que foi ultrapassada pela ingestão de daiquiris e de mojitos, além do rum escuro que acompanhava café e os primeiros Cohiba da minha vida. Já foi há muito tempo. A Palma Cristal é, cubana, uma pilsener clara, é uma descoberta recente e deparo com ela nos nossos supermercados (sobretudo no El Corte Inglés). A primeira impressão é de água fresca. Bem gelada (um truque: meia-hora antes de bebê-la, retire-a do frigorífico e reserve-a no congelador), parece saudável e não ataca nenhum dos órgãos vitais, o que é uma boa notícia. Fidel podia bebê-la como refresco. Passado esse momento, o da primeira libação, levemos o copo à boca, de novo. Já tem algum sabor, embora seja fraca de aroma: ligeiramente citrina, um amargo decentíssimo e quase nenhum peso no estômago. A passagem pelo esófago é muito refrescante. Dizem-me que, aí, há uma válvula interessante, o piloro. A Palma Cristal não o obstrui, ao piloro. Salta como uma cascata no meio da Sierra Maestra, a caminho das profundezas. Se me entendem, é para isso que ela serve: para nostálgicos e para coleccionadores. E fresquinha.

+ MARCA: Palma Cristal
Origem: Cuba
Álcool: 4,5%
Avaliação: **