Girardin Gueuse || Gás, santo gás
O processo de fabricação das cervejas lambic (as cervejas belgas de Bruxelas, fundamentalmente) tem a ver com a fermentação e a não-esterilização dos seus ingredientes senão por métodos «naturais». Há quem diga, inclusive, que uma lambic é tanto melhor quanto mais sujas são as microfloras em torno da fermentação da cerveja. Não anda muito longe da verdade. A Girardin Gueuse é apresentada como uma lambic-gueuze. Não há nada mais belga. O processo assenta na mistura de uma lambic antiga, guardada em cave, com uma lambic nova e cuja fermentação não esteja ainda terminada. Essa mistura pode considerar-se um pouco explosiva: a carbonatação é elevada, com uma nova fermentação provocada pela levedura da cerveja mais velha. As gueuse são cervejas com bastante gás e eram conhecidas, antigamente, como «o champanhe de Bruxelas», tanto mais que a garrafa onde são guardadas é igual. A Girardin Gueuse cabe neste grupo das lambic-gueuse, de pressão considerável naquele corpinho alaranjado, ligeiramente citrino ou apenas afrutado, com um sabor amargo profundo mas que se transforma em vaga impressão de misturar doce e salgado. Não se deve beber demasiado fria; o ideal é retirá-la do frio meia-hora antes de servi-la, retirando a sua rolhinha de cortiça. Santíssimos gases.+MARCA: Girardin Gueuse
Origem: Bélgica
Álcool: 5%
Avaliação: ****

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