Erdinger || Trigo na Primavera
O Bar Bonaparte, na Foz, no Porto, é o lugar português mais apropriado para beber a Erdinger. Idealmente, um barril de 20 litros seria o mais aconselhado para extrair quase todas as qualidades de uma cerveja como esta, de trigo, loura, turva, servida no seu copo majestoso e limpo. Uma weissbier não pode beber-se em qualquer copo: o seu aroma depende desse primeiro gesto de olhá-la à luz ténue e mortiça de um bar e de apreciar como as nuvens de cereal flutuam no seu corpo líquido, claro e apetitoso. Esse é um dado. O outro é a natureza da sua espuma. Há quem se interrogue sobre a espuma, o colarinho, a gravatinha. Uma cerveja clara e fria deve ter os seus dois a três dedos de espuma – ela serve, no meu entendimento, para manter a cerveja protegida da tepidez do ar exterior e para que o seu borbulhar não engane quando se trata de apreciar o hip-hop que transporta. E, finalmente, o barril: de 20 litros para que não demore muito a escoar (cada dose ideal de Erdinger leva 500 ml) e a sua pressão natural nos faça equilibrar ao balcão. Pois no Bonaparte isso consegue-se com o serviço a copo a partir da garrafa, em duas ou três fases. É um trabalho meritório. Klaus, o proprietário do bar, habituou-nos a essa maravilha bávara, e agora é Cláudia, a sua filha, que continua a arte de servir uma boa Erdinger, a que nunca falta a espuma de lei. Uma cerveja de trigo como a Erdinger merece-o, para que a apreciemos até ao fim – o seu perfume convence toda a sede da Primavera. No Bonaparte é das mais populares, o que não admira.+MARCA: Erdinger
Origem: Alemanha
Álcool: 5,6%
Avaliação: ****

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