Westvleteren 12 (St. Sixtus) || A tentação de Cister
Não, não está à venda nos nossos supermercados. Mas a Trappiste Westvleteren, da Abadia de St. Sixte, é uma referência a nunca evitar. Eu bebi-a uma só vez – não posso dizer que a tenha provado com o grau de concentração exigido, mas quando julgava que, como no poema de Arquíloco, viria “um raio a deflagrar no meu espírito”, aconteceu-me apenas estar diante do modelo ideal de trappiste. Falo da Trappiste Westvleteren 12 com aquela magnífica percentagem de álcool de 10,2%, e não provei nem a Westvleteren Blonde (5,8 %) nem a Trappiste Westvleteren 8 (de 8 %). Para os que se deslocarem à Abadia de Saint-Sixte, em Westvleteren, não muito longe da fronteira francesa, esclareço que a cerveja só é vendida aí das 10 ao meio-dia e das 3 às 5 da tarde, e nunca às sextas, domingos e feriados. Portanto, o melhor é comprá-la em França ou em outras cidades belgas – comprá-la e procurá-la. Mas vale a pena, evidentemente. Os bons monges cistercienses de St. Sixte, que datam do início do século XIX a fundação da sua comunidade (numa região povoada de eremitérios, mosteiros e abadias desde os anos 800 DC), são uma das garantias da continuidade da cerveja trapista que hoje está confinada a seis marcas essenciais: Achel, Chimay, Orval, Rochefort, Westmalle e, claro, Westvleteren. A Westvleteren 12 (que tem um período de maturação superior) distingue-se pela sua cor fantástica, um avermelhado bem escuro (visto à luz), denso, mostrando na boca tons de chocolate, caramelo ou licor, mas com um final amargo excelente e duradouro. Abençoados cristais de açúcar que garantem esse álcool santificado e permitido pela ordem de Cister.+MARCA: Trappiste Westvleteren 12 (St. Sixtus)
Origem: Bélgica
Álcool: 10,2%
Avaliação: *****

<< Home