Thomas Hardy || Visitação literária
Penso em Thomas Hardy e, naturalmente, penso em Tess of the D'Urbervilles, em Judas o Obscuro ou em A Pair of Blue Eyes. Mas não devia. Devia também pensar na Thomas Hardy Ale, uma cerveja datada e assinada (coube-me uma de 2003), mas, pelo meio, fui assombrado por uma imagem perturbadora de Natassja Kinsky (que aparecia na versão de Tess em cinema, justamente).A Thomas Hardy ganhou, então, outras formas. Não é uma cerveja que se beba ao final da tarde, enquanto se comentam generalidades e se lamenta o tempo que passa. Trata-se, senhores, de uma cerveja erudita: os seus 11,7% de álcool enfrentaram garbosamente a Natassja Kinsky, mas claudicaram à terceira investida. Perdão, garrafa. Deve beber-se fria, retirada do frigorífico apenas, e conservada em balde de gelo; o copo deve ser largo para se aspirar esta enorme quantidade de aromas que andam à solta, provocando a libido do bebedor: um nadinha de caramelo, sim senhor, açucares, uva e figo, ameixa ou damasco, cereais bem tostados e até um ligeiro toque de fumo. Se se tem muita sede, recomendo o seguinte: que o primeiro trago seja moderado, ao contrário do que sempre acontece com uma pilsener ou uma lager corrente; deixemos que a espuma (nada famosa, de resto) nos acolha depois, enquanto apreciamos o líquido, a sua cor ligeiramente obscura, muito próximas do rubi. Como Natassja Kinsky. Escrevi apenas três vezes o nome de Natassja Kinsky (quatro com esta), o que me parece normal.
MARCA: Thomas Hardy Ale Origem: Inglaterra Álcool: 11,7% Avaliação: ****

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